quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Crisma ou O Crisma?


Sacramento da Crisma ou Confirmação

Iniciando a reflexão sobre a confirmação ou crisma, fazemos logo uma distinção: o crisma (masculino) é o óleo que o bispo consagra (abençoa) na quinta-feira santa. É o óleo com o qual se unge os que são crismados (confirmados). A crisma (feminino) é o mesmo que confirmação.
Muitos pensam que a confirmação seja um simples “assumir conscientemente o batismo”. Essa afirmação não é verdadeira. Se fosse simplesmente assumir o compromisso batismal, não seria sacramento. E, o que nos parece mais grave, significaria afirmar que o batismo seria um ato inconsciente.
A confirmação é o sacramento que torna visível o dom do Espírito. Nela, o Espírito Santo é comunicado ao fiel, como dom (presente) divino para o crescimento espiritual da pessoa. Com isso, toda a Igreja cresce e se santifica, tornando-se lugar da presença do Espírito.
Photo Credit: jdbradley
A Igreja insiste que é necessária uma catequese preparatória porque a confirmação é o sacramento da maturidade cristã da pessoa. Por isso, é preciso que ela tenha clareza acerca daquilo que vai receber, e se mostre disposta a se comprometer consigo e com a comunidade.
A fórmula da confirmação é acompanhada do gesto da imposição das mãos e da unção com o crisma. As palavras que o bispo diz na hora do sacramento da confirmação são estas: “Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus”. A imposição das mãos não é um gesto mágico, um abracadabra. É um gesto simbólico, mediante o qual se quer comunicar o Espírito Santo ao fiel que está sendo confirmado. A imposição das mãos tem características de oração e de invocação do Espírito Santo sobre alguém.
Na confirmação, recebemos o Espírito Santo como dom (presente) de Deus. Ele, porém, não é um dom passivo; pelo contrário, faz com que de dentro da pessoa brotem frutos, obras e ações que testemunham a presença de sua ação. Damos o nome de dons do Espírito Santo àquelas ações boas que fazemos sob a inspiração dele. Os sete dons pretendem resumir toda a ação do Espírito Santo nas pessoas. Os dons do Espírito são:
Sabedoria: sabedoria é o conhecimento de Deus. Sábio, segundo Espírito, é aquele que conhece o amor de Deus e experimenta sua bondade, praticando a justiça.
Entendimento: é o dom que as pessoas recebem para descobrir a vontade de Deus nas coisas grandes ou pequenas da vida; nas coisas claras e obscuras.
Ciência: é o dom de distinguirmos o bem do mal. É ter o conhecimento da vida que Deus nos oferece, dia-a-dia, em Jesus Cristo e no Espírito Santo.
Conselho: é o dom de orientar e ajudar quem precisa; é o dom de dialogar fraternalmente, em família e comunidade, a fim de encontrar soluções melhores; é o dom de animar os desanimados.
Fortaleza: é o dom de enfrentar as dificuldades, de vencer as tentações, de não desanimar. É o dom de assumir com alegria o dever de ser pai, mãe, animador da comunidade etc.
Piedade: é a mesmo que misericórdia, ou seja, entregar o coração a Deus e aos outros que precisam de nós. A piedade para com as pessoas se traduz em misericórdia e solidariedade.
Temor de Deus: É o respeito que devemos ter com ele. É ter a humildade de saber que nunca o amaremos como merece. É reconhecer que ele é Deus, e nós somos simples criaturas suas.
Todos os dons que o Espírito Santo concede têm valor à medida que são feitos com amor e no amor.

sábado, 13 de outubro de 2012

Vivendo e aprendendo...

Esse dias das crianças me ensinou muitas coisas...  Primeiro que eu estava preocupada em escolher um bom presente para meu filho mais novo e ele me disse que o que ele mais queria era uma bola de futebol.  Sim, uma bola de futebol igual a tantas outras que ele já teve.  Para mim era igual as outras.  Para ele não.  Ele já havia me pedido essa bola há um mês e eu lhe disse que não poderia comprar presentes sem que fosse uma data especial e toda a explicação que envolve dinheiro, trabalho e afins...  Eis que eu comprei a tal bola que ele me pediu.  Percebi que o valor do presente é preocupação somente dos adultos.  Criança sabe ser feliz! Ele ficou tão maravilhado quando viu a bola que ele queria, que foi lindo de ver!  Lição nº 1 do dia da Padroeira.

A lição nº 2 ficou por conta de um desconhecido.  Fui à uma loja de produtos de 1,99 comprar papel de presente.  Na fila do caixa fiquei observando um rapaz que estava aguardando o total da sua compra.  Era um rapaz moreno, de uns 22 anos.  Ele comprou: 2 bolas, 2 carrinhos e 1 boneca.  Ele pediu se a moça do caixa embrulhava os presentes, e ela respondeu que sim, que cada embrulho custaria 1,00.  Ele olhou para o dinheiro que segurava nas mãos e com um largo sorriso disse que era para embrulhar.  Nesse momento, sem que meu filho percebesse, eu já secava uma lágrima que havia caído dos meus olhos, pois eu entendi a situação e achei belíssimo o que o rapaz estava fazendo.  O valor total da sua compra foi 14,95.  Cada brinquedo custou 1,99 e cada embrulho 1,00.  Quando a moça lhe entregou a sacola ele agradeceu e saiu com uma felicidade que possivelmente causaria inveja à algumas pessoas.  Ou seja, mesmo sem ter muitas condições, o rapaz, que eu não sei se estava presenteando filhos, irmãos, primos ou qualquer outra criança, estava muito satisfeito com o que havia comprado.  O que ficou claro ali é que, novamente, o valor é o que menos importa.  O que importa é que a criança saiba que está sendo lembrada. Não sei se o rapaz que vi na loja é um homem trabalhador, se é uma boa ou má pessoa.  O que sei é que ele estava cumprindo o seu papel, seja qual for, com maestria.  

Entendi então que os adultos culpam a nova geração por ser consumista, mas na verdade são justamente os pais, os adultos, que para valorizar e justificar a sua ausência, precisam dar presentes cada vez mais caros, transferindo assim a "culpa" para os novos "consumidores compulsivos".

Vivendo e aprendendo...